quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sarau no Café com Letras

















Ontem, 22/12, realizamos mais um Sarau no Café com Letras. Desta vez, organizado pelo proprietário, o Charles, tivemos como temática o Natal. A banda Malacaxeta (Gi, Dado e Mulamba) deu o ritmo ao encontro com muita MPB e músicas próprias no repertório.
No intervalo das músicas, poesia com Marcelo Poeta, Delaves, Suely Braga, Charles e o convidado da noite Antão Sampaio.
O projeto Sarau de Poesia ganha força na cidade de Osório, e agradecemos o Café com Letras pela oportunidade na cedência do espaço. Agradecemos também o carinho e o respeito de todo o público que nos prestigia. Será elaborado um calendário do Sarau, e logo divulgaremos na mídia impressa e virtual.


Até a próxima, Marcelo Poeta

Sarau no Café com Letras




terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Feliz Natal






O natal é uma data estranha pra mim.
Aqui em casa nunca fomos de decorar muito, nunca utilizamos lampadinhas, guirlandas, etc. Há o pinheirinho, o mesmo de 27 anos. Realizamos a ceia, porém no horário habitual do jantar, e sempre fomos liberados para sair à noite, passar a data fora de casa, na casa de namoradas ou com amigos. Nossa tradição é virar o ano juntos.
Mas voltando ao Natal, é estranho, pois os dias que o antecedem se apresentam carregados com uma magia inexplicável. O Flamboyant espalha suas flores vermelhas pelo chão, as máquinas de cortar gramas parecem programadas e, quando um vizinho começa a função de limpeza de pátio, todos os demais se puxam para deixarem seus jardins belos e floridos.
Há o cheiro da comida. Aquele cheiro só se é sentido no Natal. Percebem?
E os presentes? Em que outra data pensamos tanto nos familiares, nos seu gostos, para não errar o presente? No Natal.
É uma pena que as crianças desaparecem tão cedo. É um lamento perceber que crescemos e que o presente tá ali na loja, e não aparece sob a árvore a meia noite.
Se possível, neste Natal, faça de conta que ainda é um garoto(a). Brinque com as crianças, faça mistério, visite a família com o espírito tranqüilo e alegre. Leve a Felicidade nos bolsos. Esqueça que cresceu.

Feliz Natal, um abraço

Janisdiz:


Eu aprovo e recomendo essa Banda.

Banda Double Way




Sábado pude conhecer o som da Banda Double Way, no Joe"s Pub Rock. O Joe's é "o cara" e a cara do Rock no Litoral Norte Gaúcho oportunizando para as bandas do gênero a manutenção e divulgação da cultura Rock.
Voltando a Banda Double Way, seu repertório refinado conta com canções de Beatles, Led Zeppelin, Queen, Cindy Lauper, Michael Jackson, Guns N Roses, Alanis Morissete, Madonna, Joss Stone, Amy Winehouse, Titãs, Lulu Santos, Tequila Baby, Raimundos, etc. É uma baita banda, com um baixista alucinado e uma vocalista sensacional. Os guitarristas são excelentes e o batera destroi tudo lá atrás. O tecladista compõe o grupo e dá o tom rock 80.
Atualmente é banda da casa do Pub da Ilha, de Torres, e do Joe´s Pub Rock, de Imbé.

Curta o som no:

myspace.com/doublewaycoverrock

E siga no Twitter


twitter.com/doublewayrock

Marcelo Poeta

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A garota que leu minha mente








A garota que leu minha mente
Voava como o vento
Falava a linguagem do mundo
E, com seu olhar belo, profundo
Veio morar em meu pensamento
E quando abraço as dunas e beijo o mar
Eu mergulho em devaneios
Em uma insensatez calculada
Querendo o tempo apressar
Meu coração se parte ao meio
Ao lembrar que a pessoa amada
Vive entre prédios a sonhar
E sirvo de elo de ligação
Entre a garota com olhos de praia
E a bela paisagem
Onde as palavras são pássaros
Voando alto, longe do chão
Mas pousam em meus ombros
E levam minhas frases
Para quem levou meu coração


Marcelo Poeta

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Grenal do Porto

































Está de volta o maior clássico do futebol Osoriense. Depois de 6 anos sem ocorrer, o Grenal do Bairro Porto Lacustre encantou quem estava presente no Estadio do CATI. O público pode rever grandes estrelas que brilharam durante anos nos gramados da cidade. O Internacional venceu o Grêmio pelo placar de 4 a 3, com o gol da vitória marcado pelo Léo. Thiago Nunes, Raitz, Renato, Cadico, Jorge, Rossoel, André, Alberi e Ale (A'lessandro) foram os destaques do colorado. Pelo lado azul, Odoni, o capitão Daniel Tuque-tuque, Marcelo , Xembo, Iury, Márcio, Leandro e Marcel mostraram um futebol competitivo e de qualidade. O destaque negativo ficou com o centroavante (?) Diego Cabeça que, mais uma vez, desperdiçou inúmeras oportunidades de gol.
Contamos com o apoio da Madeireira Zanoni e do Tele-gás do Jeferson para a realização do evento.
Valeu pela festa e pela integração ocorrida no Bar do Orion. Ano que vem tem mais.

Marcelo Poeta

sábado, 11 de dezembro de 2010

Natal Social

























A Secretaria de Ação Social de Osório realizou ontem, no final da tarde, o seu Natal Social.
Sob a coordenação da equipe D de Dado e do Grupo Composto Riso-tônico, mais de 200 crianças participaram de oficinas de Diabolos, malabares, dança no tecido e perna-de-pau. Olhares acostumados com paisagens de submundo ganharam o presente do encantamento com a arte. O Professor Bruno Ramos, idealizador do evento, apresentou a real e verdadeira maneira de se trabalhar a cultura. Cultura não se faz apresentando espetáculos. Eventos culturais devem conter a troca e o aprendizado.
O evento teve como espectadores e participantes os beneficiários do Programa Bolsa Família.

Marcelo Poeta

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sarau de Poesia e música











Nesta sexta-feira foi realizado mais um Sarau de Música e Poesia, desta vez com abordagem sobre a inclusão digital. O Sarau contou com a apresentação de Marcelo Poeta e Sueli Braga, MPB com Dado e Gisele, além de um papo aberto sobre a Internet Livre, com a apresentação de um projeto elaborado por Bruno Ramos. O Sarau foi realizado no Café com Letras e, de forma coletiva, a arte e a cultura foram celebradas. Também houve sorteio de DVDs e a apresentação do Livro “Nem todas as palavras”, onde encontramos crônicas de Almeri Souza.

Nossos artistas estão de parabéns pela iniciativa, que mais uma vez aproxima toda a comunidade ao belo e intelectual. O evento será algo rotineiro e contamos com o apoio daqueles apreciam e trabalham pela cultura e pela arte.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Lembranças de um sorvete



Sentado ao balcão
Há tempos que o sol não beijara sua mão
não era verão, ainda não
O vidro que servia de tela
para a rua, para a lua
para um mundo que só seus olhos podiam ver
só sua mente podia criar
Via sua infância derreter como o sorvete
que, por ser inverno, derretia lento
Teria nome aquele sentimento?
Lembrava dos dias de paz, de passeios
Do talento de se fazer recreio
no calcular de pulos e movimentos
Fazia dos sonhos seus malabares
Agora ali, na vitrine, atraindo olhares
E quem passava não via um homem...
não via seus trajes do dia a dia
Olhavam um garoto perdido no tempo
Fazendo o sorvete virar poesia.

Marcelo Poeta

Sarau 13.000


























É o encontro da arte
É poesia, música, debates...
A troca de idéias e a gramática
A temática: Inclusão Digital
O monopólio da informação
Sendo abalado pelo mundo virtual
Os blogs, twits, informação em tempo real
Tudo poeticamente analisado, conversado
Para a geração 2.0, um minuto que passou
Já é um distante passado
Sarau é o encontro dos pensamentos
De desabafos, dos romances e dos dilemas
Colocados para o mundo
Em formato de poemas.

Marcelo Poeta

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Desejo

Que os caminhos por mim escolhidos
Me guardem a água e o abrigo
E o falecimento de minhas crenças
Não me vende os olhos e me faça tropeçar
Por que de um lado eu vejo tudo
E no outro lado há a escuridão
Que minha poesia seja bela
Ainda que retrate minha tristeza
Que a mulher que eu ame
Seja amada, independente se ao meu lado ou não
Por que de um lado eu sou o Adeus
E do outro sou o abraço
E que meus versos não se propaguem
Até aqueles que não choram
Por que de um lado eu paro a escutar
E do outro eu me mantenho calado
E que aquela minha vontade de estar logo ali
Me bata com paz e saudade
E essa angústia pelo seguinte
Mantenha minhas horas no agora
Por que de um lado eu sei o que eu quero
E do outro quero mais do que penso
Que o medo de multidões vá embora
E que as conversas comigo mesmo nunca tenham fim
Que a forma de pentear os cabelos
Não ganhe mais destaque que o sorriso no rosto
Por que de um lado eu guardo recordações e histórias
E do outro, ainda não sei
Que não me fujam as palavras
Quando estiver ao teu ouvido
Que não me falte a folha e a caneta
Quando o mundo sussurrar o mais belo poema
Por que de um lado eu guardo os romances
E do outro, eu guardo os dilemas
Que a música dos pássaros me mostre um caminho
Mesmo que eles ainda não o tenham percorrido
E que ninguém tente impedir e criar barreiras
Por que de um lado eu vivo o domingo
E do outro lado, as outras feiras.

Marcelo Poeta

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sarau de Poesia


Sarau de poesia no café com letras.
Sexta-feira a partir das 18h.
Poesia comigo e outros poetas e MPB com Dado e Gisele. Varal de poesia e papo aberto sobre inclusão digital.

Esperos todos lá.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O meu Nilo


Há quem não aprecie mudanças. Desejam um emprego fixo, uma rotina programada, e algum lugar para voltar após o serviço. E são felizes pela segurança que essas certezas proporcionam.
Eu me sinto diferente. Eu acredito no incerto. E que o logo ali será melhor do que o aqui.Não viajarei com um clâ como Abraão, pois não ouvi nenhum recado de Deus. Ou dos Deuses.
Sinto apenas uma energia que possui força para me carregar, para onde a terra será mais fertil, onde há um rio Nilo onde possa me banhar e irrigar meus sonhos.
Eu ainda não vi o pôr de Sol mais lindo, o luar mais iluminado, a onda perfeita que fora feita para mim, a mulher com olhar de mar e o melhor cheiro de terra molhada.
Preciso procurar essas coisas. Antes que aconteçam sem minha presença.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Aos amigos


Tudo o que é semelhante incomoda
Pois nossa busca é pelo “ser único”
Muitas guerras cotidianas são travadas
por motivos pequenos, não lemos
os olhos de quem está perto
Não temos a noção de que perder alguém
é perder tempo.
É deixar de aprender
Poucos sabem que a sabedoria
vem em conta gotas
de cada pessoa que conhecemos
A fantasia é de que podemos viver
sem este ou aquele
Até sobrevivemos... incompletos
Como estrela de quatro brilhos
Jamais seremos plenos
Em algum momento faltará aquilo
E seremos sempre menos
Curta quem chegou
E absorva as companhias
que o mundo te proporcionou.

Marcelo Poeta

sábado, 13 de novembro de 2010

Cálice


Cansa-me subir ao palco todos os dias
Se ao menos mudasse o cenário,
os atores coadjuvantes
Nunca me deram uma figurinista
e preparo minha própria maquiagem
Tremenda sacanagem
do roteirista mal amado
Prefiro as cenas em que fico calado
É quando mais me pareço comigo

Marcelo Poeta

Incertas definições





O Anjo tem medo da definição
Do destino planejado e encaminhado
Teme, pois suas asas
foram feitas para fazê-lo voar
O Anjo sabe que a satisfação
é uma consequência do conhecer
Do novo, do inesperado...
O Anjo crê que, a razão
é como cálculo matemático
que trás o fim certo, exato
E é na incerteza
que nasce sua inspiração
O Anjo é leigo para o cotidiano
pois seu único e organizado plano
não continha uma programação
O Anjo precisa voar
e tornar o distante seu vizinho
Ninguém que não saiba voar valoriza o Anjo
Pois quem se move apenas com os pés
conhece um único e previsível caminho.

Marcelo Poeta

terça-feira, 9 de novembro de 2010

É... o verão...




Bom, 2010 foi um ano bom. Foi ruim também. Na verdade foi igual a qualquer outro ano. Até por que essa contagem de tempo, dia, mês e ano não me agrada muito. Contar o tempo, creio eu, é a maior idiotice da humanidade. Hora de acordar, horário de almoço, a famosa espera pelas 18h para ir pra casa pra fazer isso ou aquilo, até que pimba!!! O relógio te desperta daquele sonho gostoso e nasce mais um dia de trabalho, chefes e.... Horários!!
Os horários são uns chatos!!
Dezembro, Janeiro e Fevereiro. Três meses em que finjo que não há horários. Três meses em que eu acordo por que cansei de dormir e o sol lá fora me convida a um café da manhã repleto de frutas e sucos, chinelos e bermudas. Almoço apenas quando a fome bate e durmo quando me sinto exausto de tantos jogos, brincadeiras e risadas.
Torro no sol e refresco nas ondas, nos mergulhos, nos jacarés. A 8° maravilha do mundo é pegar jacaré.
Amigos, bermudas, biquínis, chinelos, milho verde, água de coco, suco de abacaxi...., o verão se apresenta como recompensa de uma temporada enfiado em calças e casacos, tocas e luvas. Quero sentar nas dunas e olhar o mar. Quero deslizar nas ondas e me espatifar na água salgada, feito criança tomando banho em banheira. Quero beijar algum lábio como um pingo de chuva fina escorrendo em folhagem longa.
Quero PAZ. Quero SOSSEGO!!!
E, se possível, os lábios a que me referi logo acima.

Marcelo Poeta

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Um bocado de amor



Sou daqueles que voam
solitário e solidário
E costumo caminhar
no meu mundo imaginário
As vezes tudo parece difícil
e tão longe da minha mão
Mas sei que minha casa
é onde encontro meu violão

Mas onde encontro ela?
A menina que é feita para mim
Chegue, como a primavera
com a boca mais bela, beijos de sim

Será que as nuvens trazem recados?
Será que o vento te faz me ouvir?
Só sei que de amor eu sei um bocado
e contigo quero dividir.

Marcelo Poeta

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Lembrando


Nosso tempo

Por quanto tempo as horas passarão?
Em que fração de segundos o tempo acabará?
Melancólico e estendido tempo
à espera de algum sopro
hora calmo, hora louco...
em que a paciência luta para esperar.
Segue na ânsia do próximo trem
que, entre a linha dos "mas"
surgirá na face de um porém.

Marcelo Poeta

Notável dia Chuvoso

Um dia, não te preocuparás por não te ouvirem
mas sim, por não perceberem teu silêncio...
Será um dia de coisas singelas
de chuva a bater na janela.
Um dia sem parar para pensar
nas coisas da terra e do ar.
O ar carregado, cinzento
das águas de março (ou novembro)
E a placa que diz "seja feliz"
parece não fazer sentido
no dia chuvoso, infinito
os galhos parecem... parados.

Marcelo Poeta

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Sapatos coloridos



Já percebeu os sinos tocarem
no momento em que conheceste alguém?
Teus pés já sobrevoaram o chão
aos pés de ilustre e nova paixão?
A boca tatuada de vermelho
E sempre me diz o espelho
que "esta não é mulher pra ti"
O espelho é quem mais
sabe mentir...
Outro dia ainda lembrei
do teu andar no salto colorido
E não sei se fui louco
não sei, não sei
Sapatos que ilustram
a gênese do amor
Desejos em preto e branco
que agora ganham cor.

Marcelo Poeta

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Eu x eu



Não dormira quase nada na noite anterior. O clima não se decidia se, vestia-se de frio ou de calor. Talvez seu próprio corpo estivesse variando a temperatura e não sabia se estava sonhando ou imaginando o futuro próximo.
Após um forte café da manhã se pôs com os colegas de grupo à magia da interação. No local da prova trocava apertos de mãos e abraços incentivadores, mas no intimo ainda havia dúvidas quanto à sua capacidade física e psicológica para a realização do exercício. Seus pés pareciam mais pesados, pois ali se concentravam seus receios do “não conseguir”.
Ouviu a sirene do abre alas e se dispôs a correr. A partir deste momento tudo o que escutava era sua própria voz. Tudo o que via eram as imagens dos anos que o espelho lhe enviava diariamente. Já não podia desistir. Já não havia motivos para desistir. Começava a disputa. E desta, perdedor e vencedor seriam a mesma pessoa.
Sobre o asfalto quente e desnivelado o distante parecia seu vizinho. O tempo, o tempo ele sabia que seria a hora em que ele escolhesse. E concluiu o trajeto. No seu tempo. E na chegada ganhava sorriso dos amigos. Mas sabia que o maior sorriso do mundo naquele instante era o que brotava dentro de si.

Marcelo Poeta

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O ontem do amanhã


Tu podes embarcar comigo agora
para o mundo que eu criei
Onde as coisas que eu não sei
São como as nuvens
Que formam o desenho que eu quiser
Serás neste mundo a única mulher
E à ti irão todos os meus versos
meus carinhos mais diversos
e toda a flor que for bem-me-quer
Acordará feliz a cada dia
Com boca suave de melodia
Beijando o sol de amanhecer
Te livrarei de anomalias
E de qualquer melancolia
Que havia antes de me conhecer
Quem dera eu tivesse o poder
De fazer real todo sonho meu
É triste sonhar que sou todo teu
Pois o ser é o desejo de dominador
E nunca escravo de qualquer amor
Confesso sou in e diferente
Eu sonho com a gente do jeito que for.

Marcelo Poeta

Levo-te comigo





Liberdade é não impedir uma traição

Negue-me por três vezes

Que lhe darei o perdão

Pois sou livre...

Livre de cerimônias e de clichês

Livre de doutrinas e dogmas

Eu sou livre e posso voar

Sou livre do que pensa o outro

Sou livre, pois sou a lágrima

Que tu nunca choraste

Sou tua fome de beijos

E tua sede de coisas que outrora

Deixaste de acreditar

Sou a derrota que não te dilacera

E teu sonho que te veste de coragem

Ando como uma carruagem

Carregando dentro de mim

A mais bela princesa.



Marcelo Poeta

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Baseado na obra de Fernando Anitelli



A moça e o amor

A água que vem molhar
seus pés e suas roupas
Rio corre devagar
se soma a saudade pronta
O Sol veio te falar
que à noite ele não sai na rua
E toda a vida minha agora é vida tua
beijos que vem da lua
para poder navegar
do Rio até o Mar
Ela sentia a energia do Mundo
Um pouco tornava-se um tudo
tocada na pele pelo amor
Que retribuia todo aquele carinho
Fazia o papel de menino
Bochechas que mudam de cor
Onde já se viu o amor
apaixonado por uma menina?
Quem algum dia controlou a paixão?
Por que o amor
não se apaixona por outra pessoa?
Porque não há respostas
para o que eu perguntar?


Marcelo Poeta

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Bléééééé

Há quem não goste do Sol
e dos dias de praia.
Há aquele que não permite
que o sorvete derretido
escorra pela sua mão
Ah, eu não!!
Eu quero brincar
quero correr
quero pular
quero ir na pracinha andar de balanço
quero ver se largo da vergonha e danço
Quero colorir meu desenho mal acabado
e fazer careta ao ser fotografado.

Marcelo Poeta

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Antes sim, agora não

Por que ela faz esta dança alucinante?
São cabelos que caem, sobre ombros postados
Em um busto deveras clássico
De uma mulher de rock and roll
E a sombra de seus olhos
Cobre minha luz, cega-me
Doutrina avidamente meu olhar
Em um sobe e desce de íris e pupilas
Trancafiando minha vontade ao meu corpo
A uma imaginação delirante
Onde exalo total libido
E eu que andava deprimido
Já não mais...

Marcelo Poeta

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Tente melhorar


Quantos dias eu perdi?
Como posso voltar ao tempo em que comecei?
Estou fora da casa, tentando entrar
mas está trancada e as suas janelas apresentam-se fechadas
Eu me dou conta de que perdi a chave...
Não consigo me lembrar de como são os quartos
e onde guardei minhas coisas...
E se eu conseguir entrar,
será que algum dia conseguirei sair?
Se voltar ao início,
eu poderia começar novamente e, reescrever...
Poderei ver linha por linha
E tantaria encontrar um caminho mais curto, mais certo...
Eu poderia tentar.... melhorar.
Assim sou e assim é o humano,
que destrói dunas em nome da urbanização.
Que não se dá conta de que,
a cada galho que se rompe, muda-se
a trajetória de um pássaro.
Que a cada gota de óleo jogada ao mar
Tartarugas e pinguíns abandonam a vida.
O homem poderia tentar.... melhorar.

Marcelo Poeta

sábado, 2 de outubro de 2010

Carinho que tenho


Carinho que tenho

Hoje raiou o dia primeiro
e com ele o primeiro dia
São os primeiros passos da primavera
e o terceiro passo que dou
em busca da Garota Magia
Não, não pude me fazer cavalheiro
Faltou-me o chão, sumiu-se a terra
dancei no céu quando me abraçou
Então era uma vez, uma vez que agora era
Tua voz foi tão diferente do teu texto
mas no contexto te fez perfeita
Como uma onda em câmera lenta
que abre paredes e lá na frente se deita
E o instante sepultou o distante
como a magia de estrela cadente
Pois quando um amor já não for tão amante
Dormirás abraçada, ao meu presente.

Marcelo Poeta