quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Retroperspectiva



Verão com a família
Drinks e gargalhadas
Atlântida Sul
Surf, guarda-sol
Pé na areia
Aniversário em Garopaba
Poesia ganhando ruas e páginas
Poetas novos surgindo
Troca de idéias
Amor que saiu da infância
E veio morar no presente
Mudanças de rumo
Trabalho em escola
Teatro, poesia, aulas, recreios...
Amigos novos
Armadilhas velhas
Caminhos, são só caminhos
Objetivos, esses sim, os tenho
Quero mais tempo, mais trabalho
Mais crianças, mais salários
Me contento se esquecer das horas
Deito no colo do meu bem
Sorvendo o amor
Para o ano que vem.

Marcelo Poeta

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Natal





Ela me liga. Solicita que eu vá até sua casa. A única exigência era de que eu fosse a pé. Não imaginava o que seria. Calcei meus chinelos e minha roupa surrada e fui ao seu encontro. No caminho, várias possibilidades brotavam em minha mente. O que poderia estar por trás daquele pedido. Levava em mãos uma guirlanda que havia feito na escola. Tratava-se de um arame revestido de uns papéis coloridos e barba de pau. Era o que podia lhe dar. O relógio marcava 16h de um 24 de Dezembro. O ano? Talvez 1993 ou 94...
Entrei no seu pátio e logo a porta da garagem foi aberta. Entrei. Lá estava ela, a bicicleta que me dava, e eu, de boca aberta e olhos arregalados, não acreditando naquilo tudo que estava vivendo.
Minha Dinda, emocionada, ainda queria saber se eu tinha gostado.
Até hoje eu não sei. Não sei se gostei mais do presente ou de sentir aquele carinho imenso.
Só sei que esse carinho, esse carinho é o Natal.

Marcelo Poeta

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O clichê da onda

O primeiro dia, do resto de minha vida. Clichê pra caramba né?? Nem tanto.
Hoje tive um dia bem complicado. Mas nada muito diferente do teu.
Temos que acordar e tomar um banho, fazer café pra todos, colocar a mesa, tirar a mesa, colocar o lixo na rua, levar todos as seu trabalhos e, enfim, começar o nosso serviço;
Meu serviço não é nada complicado. Não é preciso força física, nem lidar com papelada. Meu serviço é educar. É planejar todas as noites uma ou duas palestras na tentativa de orientar um ou dois seres humanos para a lida com as coisas da vida. Por vezes atingimos mais crianças. Em outros, nos sentimos inúteis. Mas mesmo a inutilidade das nossas ações nos dão o acalento do tentar.
Mas não era disso que se tratava o texto. Esse pequeno relato é sobre o mar, a praia e minha vida.
Não lembro bem, mas creio que com uns 9 anos, apesar de já ter freqüentado bastante antes, eu pude interagir com a magia litorânea. Era uma tarde de fevereiro e eu via 3 amigas serem levadas pelo mar. Nós, ali na beira, fitando os salva-vidas realizarem o resgate, orávamos e começávamos a fazer parte daquele todo. Além daquela reza, muitos amores ocorreram ali. Muito tragos, muitos choros, muita pescaria e muitas ondas foram servidas à mim pelo Oceano. Muito do que eu sei hoje, devo ao mar. Muito do que eu não sei também. Sou dos que aguardam a garrafa com a mensagem.
Mas hoje, depois do início de funções, trabalho e volta pra casa no mesmo roteiro, me desloquei à minha Atlântida Sul para um surf. Contei meses sem surfar. A idade e o frio são potenciais inimigos. Mas a saudade era grande. Aquele Elo firmado em 1996, de que éramos um só, de que a onda oferecida me responsabilizaria pelo respeito e dedicação ao que há de bem, aquela sintonia tocou fundo em mim hoje. Não importaria cansaço, temperatura, corrente ou formação que me afastasse do compromisso.
E foi o primeiro dia, do resto da minha vida.

Marcelo Poeta

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Carta para Devlin *

Querida Devlin


Como seus questionamentos são muitos, resolvi abrir uma exceção e encaminho estes esclarecimentos.
Sim Devlin, você eras uma das meninas mais bonitas da escola. Os garotos reparavam em você, inclusive os mais velhos. Você não era tão linda assim. Tinha uma alma mais leve, sorria, conversava sem pretensões e segundas intenções. Lembra?
Acontece Devlin que, com o passar dos anos, você foi criando competitividade em relações que precisavam de cooperação e compreensão. Você foi se angustiando com a felicidade de tuas amigas e com o descobrir de cada uma. Lembre-se Devlin, tem poder aquele em que todos confiam. Tuas amigas confiam em ti? Ou te escondem tudo?
É..., as coisas não andam boas. A infelicidade transborda dos teus olhos Devlin. Aquela coisa de beleza interior existe. Sendo bons, ficamos mais belos. Sendo ruins e invejosos, bom, seu espelho lhe reflete todos os dias.
Há alguma salvação? Nessas alturas dependerás da compreensão de muita gente. E nenhuma delas te conhece mais.
Espero ter te ajudado, aproveitando que ninguém o fez;


Vida.



* Texto de Marcelo Poeta.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Nosso acervo

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O rápto da Fada da Imaginação



As Bruxas Malvada e Maléfica resolveram aprontar. Seqüestraram a Fada da Imaginação deixando os livros infantis sem seus personagens. Chapéuzinho Vermelho, Branca de Neve, Bela Adormecida, Príncipe Encantado e o Lobo Mau, agora a serviço do bem, têm a difícil tarefa de salvar a Fada e o Mundo da Imaginação. Será que as crianças ainda acreditam?

Ficha Técnica:
Texto adaptado: Patrícia Gonçalves e Evanir Osório
Cenário: Marcelo Poeta
Figurino: Patrícia Gonçalves
Produção áudio-visual: Andréia Alloy e Ariele Fontoura
Direção Geral: Escola Cônego Pedro Jacobs
Elenco:
Patrícia Gonçalves como Chapéuzinho Vermelho
Evanir Osório como Fada da Imaginação
Analice Munari Gomes como Bela Adormecida
Eliane da Silva como Branca de Neve
Claudete Brum como Lobo Mau
Ângela Fofonka como Bruxa Malvada
Raquel Curtinove como Bruxa Maléfica
Marcelo Poeta como Príncipe Encantado
Patrícia Freitas como Menininha

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Feliz dia das crianças















Suco de laranja
bananinha e maçã
Não chore agora
Ainda não chegou o amanhã
Chuta a bola que vai sempre perto
Eita garoto esperto
Tira a torneira de molhar formiga
Come chocolate
e vem a dona dor de barriga
Saberá um dia
Que é inútil perguntar “Por quê?”
À adultos cabeça de patê
Pula, corre, atira pedrinha
Se tem água vira festa
E faz a festa quando a vovó dá balinha
Quer ir junto sempre
se faz sorridente ao deitar no “meinho”
Mas que bonitinho.

Marcelo Poeta

Por que não?

Quem vê de fora vê apenas o mar
As pessoas, cadeiras, guarda-sóis
Quem vê por dentro
Vê correntes, ondulação
se integra lento
devagar, divagação
Quem vê por dentro mergulha
toca a água, toca o chão
Faz castelo, desenha na areia
fica mais jovem a cada verão
O olhar interno, reflexão
Ser criança....
Por que não?

Marcelo Poeta

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Das coisas que eu gosto

Gosto do teu cheiro
Gosto das tuas roupas
Gosto da tua boca
E dos teus risos ligeiros.
Gosto de te pegar em casa
Sem saber para onde te levar
Gosto de trocar segredos
de acordar bem cedo
e fazer um café para te esperar
Gosto das tuas roupas
Da tua boca
Do teu colo e do teu riso ligeiro
Gosto da brisa, das ondas
que conduzem nosso veleiro

No trilhar das pernas
os passos montam
nossa vida
e ao mexer os braços
tocamos o ar e fazemos nascer o vento
E ficamos a construir
o que um dia será lembrança.

Marcelo Poeta

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O fim do Sarau




O ano era 2007. Assim como eu, haviam muitos que escreviam seus versos colocando no papel angústias, sensações, frustrações, amores e alegrias. Versos que dormiam em gavetas e pastas cobertas pela poeira que transita por aquilo que não amanhece para os outros.
Unidos pela mesma causa, organizados, conseguimos um espaço e um microfone. Os versos ganharam as noites. Livros, quadros e conversas sobre tudo ali nasceram. A gênese, de alguma coisa que ainda não aconteceu. Ao final de 2009 um ciclo se encerrou. Era preciso novo oxigênio, um novo formato.
Em novembro de 2010, sentado no Baguta Bistrô, acompanhava um banda local. Lembro como se fosse hoje, entre um verso e outro, eu ouvia aquele som e ia construindo a idéia de misturar todas as artes em um evento só.
É difícil organizar algo que não se sabe muito bem no que vai dar. A intenção era a de proporcionar espaço para qualquer manifestação artística. Foram mais de 30 apresentações, em diversas cidades do Litoral Norte do RS, reunindo Poetas, Músicos, Artesãos, Artistas Plásticos, Dançarinos, Atores, Pintores e amantes da cultura. Contando sempre com a colaboração de Delaves Costa, Mário Feijó e Rebeka Alves e Diorge Terra.
Mas o ciclo se fechou outra vez. É época de estudos, preparação e principalmente criação. Criação de novos trabalhos, reconsiderações aos já feitos e organização das particularidades de cada um.
Eu agradeço ao Dado Wienandts e à Gisele Frufrek por acreditarem na magia da vida, suas cores, seus aromas e seus versos escondidos em cada palco. Agradeço ao pessoal que sempre participou e fez cada Sarau conosco.
Abaixo, as composições do Sarau Musical:



Pra onde vai o sonho
Marcelo Poeta/Dado Wienandts

Pra onde vai o sonho
Quando a gente acaba de dormir?
Porque não há seqüência
Se tenho essa carência
De fazê-lo prosseguir?
Pra onde vai o sonho
Quando o dia acaba e tenho que deitar?
Desejos de se ter
De ganhar e de viver
Onde compro? Onde vou morar?

Feliz de quem sonha
Dormindo e acordado

Pra onde vai minha voz
Quando sai de mim e ganha o mundo?
Pra onde foi o dia quando a tarde já caia
Dissolvendo os segundos?

Futuro Incerto
Dado/ M.Poeta/Gi

Genial
Quase monumental
As noites de lua
Poesia na rua
Acorde que sai normal
Vida que segue a toa
Na boa
No clima que eu não sei
Toda cidade tem um Castelo
Mas nem todas têm um Rei
O Sol de traje amarelo
Comprei

Futuro incerto
Cantado no verso de alguém
Menino discreto
Que entre o certo escolhe o porém



Um bocado de amor
Marcelo Poeta

Sou daqueles que voam
solitário e solidário
E costumo caminhar
no meu mundo imaginário
As vezes tudo parece difícil
e tão longe da minha mão
Mas sei que minha casa
é onde encontro a paz, meu violão

Mas onde encontro ela?
A menina que é feita para mim
Doce como a primavera
Cola a boca bela com beijos de sim

Será que as nuvens trazem recados?
Será que o vento te faz me ouvir?
Só sei que de amor eu sei um bocado
e contigo quero dividir.
Divido contigo....
Um bocado de amor.




Me acorde em acordes/ A dissonante
Marcelo Poeta/ Dado Wienandts

A dissonante, um diamante
Entre meus dedos nós
O meu mirante, algo distante
Que ecoa em sóis
Gosto do que me faz pensar, divagar
Nota que mora entre o ré e o lá
Lá onde deixei
Meu laiá laiá, deixar pra lá
Meu laiá laiá, deixar pra lá

É só vontades de metades
Verdades com bondade
Uma vaidade sem fim
Por que eu sou, assim.


Apego ao apelo
Marcelo Poeta Dado Wienandts/ Gi Frufrek

Quantas canetas a caminhar
No papel branco, que é vida
Na busca de explicações
O meu apego virou apelo
Um abandono de sensações
O rio corria, minha paz então nascia
Angústia que morava no meu dia vazou
O rio corria, minha paz então nascia
Angústia que morava no meu dia vazou
Como nas telas de um Portinari
Como nas mesas comuns dos bares

Deixei a tristeza, não estamos sós

O tempo é assim, uma fração, um pedaço
Do que foi bom
Resquícios de uma paixão
A-qua-re-la, em forma de coração
A-qua-re-la, em forma de coração...

domingo, 2 de outubro de 2011

O melhor mergulho

A melhor coisa que há
Os melhores dias que vivi
A felicidade plena
Que sempre persegui
Estão nos olhos de mar
Você guarda no olhar...
Você guarda nos olhos
as coisas mais lindas
paisagens de mares
a areia da praia
por onde gosto de caminhar
Você guarda nos olhos
O alívio da dor
A leveza da moça
a garra e a força
com um toque de amor
você guarda nos olhos
o futuro que eu quero
o abraço e o beijo
meus três desejos são...
estar contigo,
estar contigo
e estar contigo meu coração.

Marcelo Poeta

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Lava a dor

Como faço eu
Para acalmar a ansiedade?
Disfarço a insegurança
Brincando com a vaidade
Sempre que eu tento
Alcançar a serenidade
Eu me vejo como um livro
Lido só, pela metade
Sou lavador de roupa
Cozinho para a casa
Não sou coisa pouca
Um anjo sem as asas
Ciúmes de taurino
Um belo e bom menino
Que a mãe abençoava
Disfarço a insegurança
Brincando com a vaidade
Sempre que eu tento
Alcançar a serenidade
Eu me vejo como um livro
Lido só, pela metade

Marcelo Poeta

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Nosso Acervo



Armandinho - Casa do Sol


Quando chega o entardecer
É impossível não lembrar de você
Dos momentos que juntos passamos ao sol
No temporal você estava também
Ao meu lado,
Na grama,
Na areia de santa num fim de semana
Batendo, na casa do sol
Pra manhã nascer feliz

Quando chega o entardecer
É impossível não lembrar de você
Dos momentos que juntos passamos ao sol
No temporal você estava também
Ao meu lado,
Na grama,
Em paz na pracinha num fim de semana
Batendo na casa do sol
Pra manhã nascer feliz

A melancolia das ondas
Quebrando sozinhas
Sem você
Lembrando teu beijo salgado e pedindo um abraço pra aquecer

Por do sol
Vai lembrar você
Por do sol
Vai lembrar você

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Pele de Nuvem


A felicidade...
estado durável da plenitude
O equilíbrio entre o defeito e a virtude
Ausentam-se os sofrimentos
e a inquietude
A felicidade é a superação do desejo
em todas as suas formas
É a tranqüilidade plena
A atividade positiva
É uma nuvem em forma de algo
É a pele de nuvem viva
A felicidade é uma terceira parte
criada por duas vidas, dois lados
A suprema felicidade
é ter a convicção de que somos amados.

Marcelo Poeta

Primavera




Voaram-se os dias opacos
Meu prato todo decorado de verde
Folhas que dançam a valsa do vento
Aflorando sensações e sentimentos
É deveras difícil calcular valores
Deitado em grama de praça
Rodeado das mais belas flores
Estive esses dias pulando de árvore em árvore
Pisando em areia, admirando Mares
Contando horas que terei de espera
Para o desabrochar do Mundo
Na trilha sonora, os pássaros ao fundo
Primavera, primavera...

Marcelo Poeta

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Nosso acervo


Por você - Barão Vermelho

Por você
Eu dançaria tango no teto
Eu limparia
Os trilhos do metrô
Eu iria a pé
Do Rio à Salvador

Eu aceitaria
A vida como ela é
Viajaria a prazo
Pro inferno
Eu tomaria banho gelado
No inverno

Por você!
Eu deixaria de beber
Por você!
Eu ficaria rico num mês
Eu dormiria de meia
Prá virar burguês

Eu mudaria
Até o meu nome
Eu viveria
Em greve de fome
Desejaria todo o dia
A mesma mulher

Por você! Por você!
Por você! Por você!

Por você!
Conseguiria até ficar alegre
Pintaria todo o céu
De vermelho
Eu teria mais herdeiros
Que um coelho

Eu aceitaria
A vida como ela é
Viajaria à prazo
Pro inferno
Eu tomaria banho gelado
No inverno

Eu mudaria
Até o meu nome
Eu viveria
Em greve de fome
Desejaria todo o dia
A mesma mulher

Por você! Por você!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Sem meu espaço, meu espaço é o teu

Me percebo egoísta

Em não considerar tuas perdas

Em não levar em conta

Tuas contas contigo, com tua vida

Sou egoísta ao te querer ao extremo

Pois todos os dias eu aceno

Com minha carência quase suicida

É que as coisas vão acontecendo

Meu dia passa correndo

Os minutos seguem morrendo

E a sede de beber a água do teu corpo

Ah... a sede de beber a água do teu corpo

Seca meus lábios em todas as noites

A vontade das carícias aos montes

Me vence, me convence, me devora

E me diz que meu lugar

É no aqui do teu agora...

Marcelo Poeta

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Nosso acervo


O que eu também não entendo - Jota Quest

Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos
Traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo

Amar não é ter que ter
Sempre certeza
É aceitar que ninguém
É perfeito pra ninguém
É poder ser você mesmo
E não precisar fingir
É tentar esquecer
E não conseguir fugir, fugir

Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém
É por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito
Mas com você eu posso ser
Até eu mesmo
Que você vai entender

Posso brincar de descobrir
Desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos
E até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você
Eu tô tranquilo, tranquilo

Agora o que vamos fazer
Eu também não sei
Afinal, será que amar
É mesmo tudo?
Se isso não é amor
O que mais pode ser?
Tô aprendendo também

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ponto de exclamação!!

Nossa vida é cheia de pequenas vidas. Diversas cenas que, unificadas, formam o nosso filme. A Terra, o Planeta, é apenas uma escola na qual a formação é a compreensão da evolução espiritual e o entendimento de que encarnamos não apenas para progredir, mas, ás vezes, para ajudar o outro na sua evolução.

Se acreditares nisso, verás a beleza da vida.

Aprenda com os pássaros. Enfrentam tempestades noturnas, tombam de seus ninhos, sofrem perdas, dilaceram suas histórias... Pela manhã têm todos os motivos para entristecer e reclamar, mas cantam, agradecendo a Deus por mais um dia.


Marcelo Poeta

Cotidiano

Meus dias começam cedo

Por vezes, ainda com a lua se despedindo

Tomo um café

Com a sede de boca dormida

Na pressa constante

Dos minutos que vão partindo

Cada tempo, a cada vento

Cada lamento e cada alegria

Compõe as partes,

Manhãs e tardes

E das noites que encerram os dias

E ficam as coisas, os detalhes

As vírgulas que variam a rotina

Os entraves que elevam a alma

Daquele que aprende e daquele que ensina

Marcelo Poeta

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Que as horas sejam metades


Estou quase morrendo de saudade
Nem o Sol foi suficiente
Para juntar a gente
No final dessas horas eternas
Minha boca está carente
Dos teus lábios envolventes
E do agregar de nossas pernas
Então amanhã, faça-me uma caridade
Que o tempo corra a vontade
Ao adorno do acalento
É que estou quase morrendo
De saudade.

Marcelo Poeta

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Pedro Munhoz


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Nosso acervo


Ponto de exclamação!!


Um sarau é um evento cultural ou musical, realizado geralmente em casa particular, onde as pessoas se encontram para se expressarem ou se manifestarem artisticamente. Um sarau pode envolver dança, poesia, leitura de livros, música acústica e também outras formas de arte como desenho, pintura e teatro. Evento bastante comum no século XIX que vem sendo redescoberto por seu caráter de inovação, descontração e satisfação. Consiste em uma reunião festiva que apresenta concertos musicais, serestas, cantos e apresentações solo, demonstrações, interpretações ou performances artísticas e literárias. Vem ganhando vulto pois te desamarra do dia a dia escondendo sensações do agora, do ontem e do amanhã, em comparações travestidas em telas, sons e poesia.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Tão óbvio querer


O Sol te oferecia a rua

Despida, a noite era uma Lua

O filho, que outrora dormia no teu colo

Hoje, dança na noite que já foste tua

Violão em punho...

A voz da doçura, da loucura

Minha vida, tão só minha

faz ponta na tua gravura

Nos rabiscos que faz

Nada penso mais

Só em teus lábios

dançando a dança dos meus

É tão louco, como Santos ateus

Lábios que desejo ler

Que é tão óbvio querer

Que é tão óbvio querer.

Marcelo Poeta

Terça na Galeria


Programa Mais Cultura RS garante R$ 20,6 milhões em 2011

O anúncio aconteceu nesta segunda-feira, 22, durante primeira visita da ministra da Cultura Ana de Hollanda ao Rio Grande do Sul. Em cerimônia no Palácio Piratini, foi assinado o Termo de Compromisso para ações conjuntas entre o Ministério da Cultura (MinC) e a Sedac, na presença do governador Tarso Genro e do secretário da Cultura Assis Brasil. O Termo garante a implantação do Programa Mais Cultura RS. “Esse instante tem valor excepcional, é o símbolo do reatamento de relações do estado como o Ministério da Cultura, o que rompe com um isolamento de anos. Não se trata de um simples anúncio de destinação de recursos, significa a nossa concordância com o Plano Nacional de Cultura. Temos muito a receber, mas também muito a dar”, resumiu Assis Brasil.
O repasse vai garantir destinação de R$ 18,9 milhões para Pontos de Cultura, entre verbas do Ministério e da Secretaria. Para o governador Tarso Genro, os investimentos são parte de uma política de Estado para a cultura. “Precisamos investir em um espírito de resgate das funções públicas e em uma intensa e profunda participação popular, o que não se faz sem um projeto para a cultura. A cultura não é algo E cultura, é A cultura e deve integrar as políticas de desenvolvimento”, disse o governador.

A ministra Ana de Hollanda sublinhou que chega ao Rio Grande do Sul “com um certo atraso”e que desde o momento em que assumiu o MinC pensa na vinda ao estado. “O Rio Grande do Sul para mim, e para o Brasil, representa um pólo, uma personalidade muito forte na nossa cultura. Há um orgulho por sua história que se difere tanto da maioria dos estados do Brasil e que gerou uma cultura muito própria, mas que também marcou o país”, discursou a ministra que ainda lembrou de Mario Quintana e Erico Verissimo ao afirmar que um dos maiores escritores e um dos maiores poetas brasileiros nasceram e viveram a vida inteira no sul do país.

Segundo Vitor Ortiz, secretário-executivo do MinC, o total de investimentos na área da cultura para os próximos quatro anos chegará a R$ 63 milhões. Em 2011, apenas em novos investimentos do MinC no estado, a cifra será de R$ 20,6 milhões. O montante será distribuído em ações específicas como a criação do que está sendo chamado de uma nova geração de Pontos de Cultura no Rio Grande do Sul, a modernização de 50 bibliotecas e a alocação de R$ 6,4 milhões em agentes de leitura, entre outros investimentos.

“Nossa maior beleza é a nossa diversidade”

O secretário Assis Brasil concluiu grifando a multiplicidade do estado, o que vitaliza e fortalece sua cultura e também lembrou Erico Verissimo. “Como lugar de convergência de nacionalidades, formamos um estado com amplos espaços de hibridismos linguísticos e culturais. Isso explica a variedade de rostos, de crenças e de formas de encarar a vida. O Rio Grande do Sul vai muito além da caricatura que nos reduz a um tipo canibalizado por alguma parte da inteligência brasileira, a começar pelo romance O Gaúcho, de José de Alencar. Acusam-nos de atrevidos e poucos modestos, mas isso não deve ser levado muito a sério. Somos cavalheiros, algo tímidos até. O maior símbolo de nosso caráter é Erico Verissimo, homem brando e de fala suave, mas visceralmente firme em suas convicções, que foi capaz de recusar homenagens da Ditadura Militar. Além disso, somos um povo que ama o recolhimento do outono e a intimidade do inverno, o que deve significar alguma coisa. Nossa maior beleza é a nossa diversidade. Se temos algo que une a nós neste subextremo é a certeza de partilharmos uma ética coletiva que respeita a honradez e abomina as formas torpes de convivência política. Todos nós temos orgulho de nossa regionalidade, mas temos igual orgulho de pertencer à nacionalidade brasileira e de participar como habitantes deste mundo tão imenso quanto nosso sonho”, finalizou.

A agenda da ministra Ana de Hollanda segue em Passo Fundo, para a abertura da 14° Jornada Literária. Na terça-feira, 23, em Porto Alegre, acontece o ato de lançamento do edital Juventudes: Diálogos Interculturais em Rede – parte do Programa Cultura Viva – na sede do Odomodê, Av. Ipiranga, 3850.





Texto: Clarissa Pont

domingo, 21 de agosto de 2011

1° Feira de Sustentabilidade Ambiental - Osório RS

Programação da 1ª Feira de Sustentabilidade Ambiental de Osório


Data: 24/08/2011
Local: Largo dos Estudantes

Abertura Oficial da Feira com a Secretária de Meio Ambiente e Gestão Urbana Leda Famer e o Secretário de Educação Gil José Davóglio.
Hora: 14 horas
Local: Palco do Largo dos Estudantes

Oficina de Confecção de Pufs com garrafa Pet
Ministrante: Solange.
Local: Espaço Cultural Conceição
Horário: 14h às 15h30min
Público-alvo: em geral
Mediante inscrição na Biblioteca Pública 3663 7440 com Monique ou Ângela

Oficina de sacolas com caixas e filtro de café.
Ministrante: Maria Izabel
Local: Espaço Cultural Conceição
Horário: 16h30min às 17h30min
Público-alvo: em geral
Mediante inscrição na Biblioteca Pública 3663 7440 com Monique ou Ângela

Oficina de materiais recicláveis.
Ministrante: Renata Valim – Corsan.
Local: Largo dos Estudantes
Horário: 14h30min, 15h30min e 16h30min
Público Alvo: Infantil
Mediante inscrição na Biblioteca Pública 3663 7440 com Monique ou Ângela

Contação de Histórias
Ministrante Ângela Eckert
Local: Sala Verde da Biblioteca Pública
Horário: 14h e 30 min
Inscrições encerradas

Apresentação Teatral – Planeta em Apuros
Escola Adventista
Horário: 16 horas

Abertura Oficial da Feira e Coquetel de Lançamento da Agenda Ambiental
Local: Largo dos Estudantes
Horário: 18 horas

Apresentação do Projeto Açaí da Mata Atlântica na Merenda Escolar
Ministrante: Prefeitura de Três Cachoeiras
Horário: 18h e 30 min

Sarau Musical
Ministrante: Marcelo Poeta
Músicos Convidados: Dado Wienandts e Gi Frufrek
Horário: 19h e 30 min

Encerramento: 20h e 30min

Vista Panorâmica


Música da 1° Feira de Sustentabilidade Ambiental - Osório RS


Vista panorâmica
Música: Marcelo Poeta e Dado Wienandts

Entre a montanha e o mar
Gosto de morar aqui
Tem tudo, tem verde, tem água, tem céu
Azul, meu bem, têm
Ali no Atlântida Sul
Pinheiros dançam, Amém

Vou também pegar o avião
Ver as lagoas lá de cima
Bela vista do planador
Me apaixono a cada esquina
Consciência de que o mundo melhor
Começa no meu lar, no meu dia-a-dia
Sacola solta no ar
Não degrada, só rodopia
O vento não leva a poesia
Para escrever em versos o que eu via
Minha cidade, natureza e paz
Entre o mar e a montanha, entre a montanha e o mar

Osório, Osório, Osório
Cato meu vento
Osório, Osório, Osório
Cato meu vento

sábado, 20 de agosto de 2011

Bom dia!!


Senhora das minhas manhãs
Sem hora para pensar em ti
Cem motivos para acordar sorrindo
Mil voltas para te ver sorrir
Olhar que me abraça
Que me aquece ante severo frio
Voz que me nina em quereres profundos
E me rapta da vida de romance febril
Eu passo, me passo e repasso
Na travessa da porta eu me posto
Te miro por um canto e quero tanto
Saber se gostas como eu gosto
Se sonhas como eu sonho
À olhos abertos antes do sono
Diluir as carências
Compartilhar as ausências
Trazidas pelo abandono.

Marcelo Poeta

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Nosso acervo



Oceano - Djavan

Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão,
Dava prá ver o tempo ruir
Cadê você?
Que solidão!
Esquecera de mim?

Enfim,
De tudo o que
Há na terra
Não há nada em lugar
Nenhum!
Que vá crescer
Sem você chegar
Longe de ti
Tudo parou
Ninguém sabe
O que eu sofri...

Amar é um deserto
E seus temores
Vida que vai na sela
Dessas dores
Não sabe voltar
Me dá teu calor...

Vem me fazer feliz
Porque eu te amo
Você deságua em mim
E eu oceano
E esqueço que amar
É quase uma dor...

Só sei viver
Se for por você!