sexta-feira, 13 de maio de 2011

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Janisdiz:


Só questões nesse Ponto de Exclamação Poetinha?
Não seria melhor mudar para Ponto de Interrogação?

Ponto de exclamação


Da janela pequena
Eu avistava um pássaro azul
Voava sem norte ou sul
Apenas
contemplava-me no bater de asas
ele perdia seu tempo comigo
perdido em minha fantasia
de que seus pequenos olhos
eu refletia
E me levava a um delírio profundo
De que, como seria mágico se eu pudesse voar
E o pássaro com o céu ao fundo
Sabia que a maior magia do mundo
Era poder me abraçar e dizer
- vou cuidar de você!
E é nessas horas em que me vejo tristonho
A vida me liga
e me pergunta:
- Então, o que faço com teus sonhos?

Marcelo Poeta

terça-feira, 10 de maio de 2011

Terça na Galeria




























Hoje, no Terça na Galeria, mostramos o trabalho de Mai Bavoso. Na primeira imagem trabalho em pintura, à esquerda Arte aplicada e à direita trabalhos em Gravura.


Contato de Mai Bavoso:
Telefone:
55 51 - 9198-5031

E-mail:
maibavoso@uol.com.b


Site: www.maibavoso.com.br

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Monday News

Bom dia Leitorinhos



Sexta-feira retornamos ao Art Café, em Capão da Canoa após quase um mês que, para a Trupe do Sarau pareceu um ano. É sempre bom estar entre as boas e qualificadas presenças de Capão assim como as belas telas de Mai Bavoso.
A cada Sarau em Capão cresce o número de artistas presentes com seus poemas, músicas, telas e desenhos. Abaixo vocês podem conferir as imagens de tudo o que rolou por lá.
Antes, na quinta-feira, fui até a Facos onde recebi o convite dos professores de Geografia para realizar uma aula Sarau em comemoração ao dia do Geógrafo. O evento ficou marcado para dia 26 de maio no Baguta Bistro, em Osório, às 19:30.
Nesta semana estaremos dividindo poemas e músicas com o Café com Letras, em Osório, quarta-feira às 20h.
Sexta, faremos novamente em Capão da Canoa, no Art Café. Retornaremos ao Baguta dia 20 de maio.
Semana começa cheia, com algumas visitas aos municípios do litoral norte e também na região metropolitana. Vem novidades por aí.
Sexta, aqui no blog, começo a contar essa história que começa lá em 2007. Sarau, da utopia para o real.

• Que seja assim a semana de todos nós, repleta de conquistas e crescimento intelectual e espiritual.

Um abraço, Marcelo Poeta

domingo, 8 de maio de 2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Nosso Acervo



Quem te viu, quem te vê


Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala
Você era a favorita onde eu era mestre-sala
Hoje a gente nem se fala mas a festa continua
Suas noites são de gala, nosso samba ainda é na rua

Hoje o samba saiu, lá lalaiá, procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais esquece não pode reconhecer

Quando o samba começava você era a mais brilhante
E se a gente se cansava você só seguia a diante
Hoje a gente anda distante do calor do seu gingado
Você só dá chá dançante onde eu não sou convidado

Todo ano eu lhe fazia uma cabrocha de alta classe
De dourado eu lhe vestia pra que o povo admirasse
Eu não sei bem com certeza porque foi que um belo dia
Quem brincava de princesa acostumou na fantasia

Hoje eu vou sambar na pista, você vai de galeria
Quero que você me assista na mais fina companhia
Se você sentir saudade por favor não dê na vista
Bate palma com vontade, faz de conta que é turista

quarta-feira, 4 de maio de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ponto de exclamação







Ela não ouviu seu poema. De repente, não era a hora pra ter ouvido, ela poderia não estar preparada, ele poderia gaguejar, usar um tom de voz malicioso e acabar afugentando a moça.
Ou ela poderia, ali mesmo, se apaixonar e se atirar aos seus braços na frente de todos e dar inicio à um romance belo e duradouro.
Mas nada disso aconteceu. Ela apagou o cigarro em um cinzeiro de metal, soprou para cima a fumaça, que beijou o teto e foi tragada pelo tecido que ali fazia o papel de forro. Caminhou sem olhar pra trás. Ela tinha uma vida para viver, tinha suas coisas de domingo à noite para resolver, tinha coisa alguma como motivo para ali ficar.
Mas havia o poema para ser lido. O poema que descrevia o que olhos encantados viam quando olhavam pra ela. Versos amadores de um coração profissional. As palavras que nasceram lá no outrora e que só agora caminhavam no papel.
O poema foi lido, ao palco, ao quase choro, ao alivio de não encará-la ao som de suas próprias palavras. No fundo, nem ele sabia se aquele amor era real ou inventado, se foi só por segundos ou já durava meses. Sabia apenas que, ali, nas suas anotações, o poema não provocaria nada em ninguém. Não era justo guardar para si palavras capazes de dar vida à respostas.


Marcelo Poeta

Janisdiz:




















Representantes de Osório participam da Conferência “Cultura para o Rio Grande Crescer”

No primeiro dia da Conferência foi assinado o “Acordo de Cooperação Federativo entre o estado do RS e a União”


Representantes do Ministério da Cultura, Prefeitos, Deputados Federais e Estaduais, Produtores Culturais, Gestores, Conselheiros Culturais, Organizações não Governamentais, Secretaria Estadual da Cultura dentre outros, estiveram nos dias 29 e 30 de abril, no município de Santa Maria participando da Conferência “Cultura para o Rio Grande Crescer”.

Representando o município de Osório estava a Secretária Substituta da Cultura, Mailor Kingesch, a servidora da Secretaria da Cultura, Selma Terra, e representando o Presidente da Câmara de Osório, Vereador Denílson da Silva estava sua assessora, Jussanã Marques.

No primeiro dia da Conferência foi assinado o “Acordo de Cooperação Federativo entre o estado do RS e a União”, visando a implementação no estado, do Plano Nacional de Cultura. Durante a fala do Secretário Estadual da Cultura, Sr. Luiz Antônio Assis Brasil, o que chamou atenção foi o preocupação da atual gestão em possibilitar um processo de interiorização das políticas públicas da Cultura desenvolvidas pela SEDC.

Falou também que é preciso que a cultura recupere seu poder e deixe de ser ornamento para os dias de festa, como muitos entendem e querem. Enfatizou que é necessário que a cultura seja tratada com seriedade para que haja transformação.

A conferência pautou o conceito da tridimensionalidade da cultura: a estética, a cidadã e a econômica. As discussões ocorridas neste encontro serão ponto de partida para o elaboração do Plano Estadual de Cultura.


fonte:www.litoralemmovimento.com.br

Terça na Galeria



Hoje compartilho com vocês o trabalho do desenhista e produtor cultural Diorge Terra. Diorge reside em Osório.



* Desenhos feitos durante o Sarau.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A tarde magnânima

A chuva beijava
os pés
dos que estavam lá fora
No seu berço, a moça
Navegava em mares
E cantares, contares de novidades...
Abraçava o que havia de quente
E temperava seus lábios
Com a doçura de um chocolate
Os pingos, apostavam corrida na vidraça
As goteiras tombavam na grama
E seu som era a música que precisava ouvir
A moça ainda vestia seu pijama
Com corações e estrelas estampados
Meu coração, nesta altura dilacerado
Pela vontade de estar ali.

Marcelo Poeta

A impermanência das coisas

São cabelos tão longos...
pois se perdem no meu querer
Beijam seus ombros postados
Desejados por mim, nas horas de não te ver
Se faz sorriso que nunca veio
em seriedade que me divide ao meio
E me atrai com belos olhos deitados
No toque de pele, rosa branca
Receios, apenas dos meus receios
O que mais desejo?
É te acordar em qualquer manhã bem cedo
Em beijo sutil como despertador
Na célebre tentativa de descobrir
o sabor
do teu lábio superior...
A magnitude da tua boca pequena
E por que tua presença atua como algema
que me detém em um só lugar?
E finjo que há algo de algo
Um talvez, que talvez possa acontecer
Onde estavas antes do agora?
As horas, comigo foram senhoras
Encantadoras e lentas
que não me levaram embora
Para, em boa hora
Algum encontro acontecer.

Marcelo Poeta

Monday News

Bom dia queridos leitorinhos

Final de semana de muitas atividades no campo pessoal e profissional. Começo pelo Sarau de sexta-feira, no Baguta, em Osório.

Pela 3° oportunidade o Baguta abriu suas portas para o Sarau de Poesia e música, que desta vez homenageou o desenhista e produtor cultural Diorge Terra. Talvez tenha sido este Sarau o de maior interação, o de maior sintonia com o seu real propósito, que é o de servir de escada para a amostragem dos trabalhos de artistas independentes. Após a apresentação “oficial” da Trupe o palco foi aberto para manifestações de todos os segmentos artísticos e contou com a participação dos músicos que freqüentam o Largo dos Estudantes, do Ismaile e do Alemão, as falas marcantes da querida Júlia, a música de Daniel Martins, Pôla, Cláudia e Edinéia. Durante o evento Diorge Terra coloriu uma série de desenhos que foram sorteados ao público no final da apresentação.

No Sábado dei-me um folga, e participei da Copa Nada Chega de Futebol e complementei o dia com o show de Oswaldo Montenegro, no bourbon country. Além da poesia e musicalidade acima da média, foi um belo laboratório para o que vem por aí, a respeito do Sarau. Longe de comparações, mas é fundamental a observação em ocupação do palco, cenário, iluminação, cronograma,etc, visando sempre a melhora de nossas apresentações.
Domingo foi mágico para a Trupe. Participamos do projeto “Tudo de cor para Santo Antônio”, na Avenida Borges de Medeiros, ao ar livre. Fizemos uma pausa para o Grenal e voltamos com o Sarau, só que dentro do Meia Meia 2.

Agora toco em um ponto que tenho evitado abordar, temendo ser injusto.

Assim como Capão da Canoa, onde a participação do público é interessantíssima, Santo Antônio nos ofereceu toda a estrutura necessária, um público qualificado, além do respeito, carinho e interação. Recebo convites diários para a realização do Sarau por cidades do Litoral e região metropolitana. Estamos com convites de produtoras, tendo em vista a escassez deste tipo de evento. O Sarau é uma grande “feira” de manifestações artísticas, troca de conhecimento e enriquecimento cultural.
E o que há com Osório?
Em Osório há a reclamação de falta de atividades culturais. Mas onde está o público quando realizamos saraus? Onde estão os artistas de Osório que não comparecem para mostrar seu trabalho?
Em Osório não há respeito ao artista. As casas não possuem equipamentos, não possuem estrutura, não auxiliam na divulgação e não valorizam, através de cachês, seus artistas.
O que há com as autoridades Osorienses, que não prestigiam seus talentos locais? Onde está a secretaria de Cultura e sua equipe, que não vêem um evento com 20 artistas da cidade como algo importante?
Onde está a imprensa de Osório? Sentados, esperando os organizadores do evento lhes enviarem material?
Já percorremos boa parte do Litoral Norte, desde outubro passado e, sinceramente, há algo de muito errado com Osório.
Perdão pelo desabafo, creio que, quem está na luta pela arte será parte deste coro.

Mais uma vez, Obrigado aos idealizadores e voluntários do projeto Tudo de cor para Santo Antônio e agradecimentos também à equipe do bar Meia Meia 2.

Um abraço, Marcelo Poeta.