sábado, 26 de junho de 2010

Ao Léo


Suco de laranja
bananinha e maçã
Não chore agora
Ainda não chegou o amanhã
Chuta a bola que vai sempre perto
Eita garoto esperto
Tira a torneira de molhar formiga
Come chocolate
e vem a dona dor de barriga
Saberá um dia
Que é inútil perguntar “Por quê?”
À adultos cabeça de patê
Pula, corre, atira pedrinha
Se tem água vira festa
E faz a festa quando a vovó dá balinha
Quer ir junto sempre
se faz sorridente ao deitar no “meinho”
Mas que bonitinho.

Marcelo Poeta

sábado, 19 de junho de 2010

Carta ao Poeta

Marcelo Poeta
Onde andarás teu sorriso
Andando no seu carro
Ou sentado numa mesa de bar
Com o olhar plenamente perdido
Vaga pela rua
Em busca de ombros amigos
A vida se desenha campo aberto
Porém desemboca em labirintos
Por que a preocupação
Marcelo Poeta?
Sabemos que não aprecias a TV
Te vimos dormir sem meias
Para que entender um poeta?
Para quê?
Marcelo, o vivo poeta
Com seu traje belo de doutor
Fora morto horas atrás
Atingido pela flecha do amor

Marcelo Poeta

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Distribuição gratuita de obras comemora Semana do Livro em Osório


Promover o acesso ao livro para o maior número de pessoas. Esse é o principal objetivo da ação desenvolvida pelo gabinete do vereador professor Denílson para comemorar a Semana do Livro 2010. De 18 a 24 de abril, serão distribuídos exemplares literários nos bancos de praça, nos ônibus e nos espaços públicos, disponíveis para a população ler.Um texto orientará os leitores para que, após desfrutarem da obra, passem o livro adiante, permitindo a mais pessoas o acesso à literatura. Quem tiver exemplares literários já lidos e que possam ser doados, pode entregá-los diretamente no gabinete do vereador professor Denílson (2º andar da Câmara de Vereadores de Osório).A iniciativa integra a programação da Câmara Riograndense do Livro, que terá ações em várias regiões do Estado para colocar o livro em evidência.

domingo, 20 de dezembro de 2009

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Já não sei mais
Todas as certezas por ora desapareceram
todos os planos foram rasgados
e é preciso construir outro mapa
fico na indecisão de que coordenadas geográficas percorrerei
mas de uma coisa eu sei:
Nunca mais serei o mesmo.

Marcelo Poeta

terça-feira, 26 de maio de 2009

Quando é menina, quando é mulher?
Pele clara tal qual rosa branca
nítidos olhos
portais de rios e mares
Diga-me se algum dia já amares
Levo-te em palavras, caso cansares
Me perco em suas tranças
e me enlaço em tuas pernas
Quiçá as noites fossem esternas
para o poeta te descrever por inteiro
cada palmo, cada cheiro
cada sorriso, cada expressão
brinde-me com um beijo qualquer
Quando é menina, quando é mulher?


Marcelo Poeta

domingo, 17 de maio de 2009

Ouvi amar?
Não.
Senti carinho.
Queria que pensasse por instantes
Em não poder olhar
Sem querer ter
Amar e não ter...
Ou ter diferente
Se mostrar sorridente
Pensando em algodão
No lábio macio
Em sussurros que o desejo já fez ouvir
Devaneios.....
Vontades.....
Tudo miragem
É... tenro sonhador
Que não fará nada
Platonice pura
Ou quiçá, o futuro...
Clama para que seja o futuro....

Marcelo Poeta

domingo, 16 de novembro de 2008

A gênese poética

Resolvo, por conta não sei exatamente do que, em dar um “pitaco”, nesta discussão que se explana, a respeito de qual seria a gênese de um poema.
Para isso, utilizo-me apenas da minha experiência, que embora seja curta enquanto publicações, é bastante ampla em termos “etários”, já que à mais de dez anos venho rabiscando, construindo frases e destruindo problemas pessoais através da escrita.
A minha poesia nasce da inspiração. Ela não tem hora para chegar. Ela não respeita meu sono, minha fome, meu sexo....
Ela me ausenta de conversas, do trabalho e da rotina.
A maioria de meus poemas iniciaram em algum guardanapo de bar (o do Guego geralmente), em blocos que muitas vezes perco e até na areia da querida Atlântida Sul.
Lógico que terminam em cadernos ou computadores, carregados de alterações e correções, após horas de releituras e técnicas gramaticais por vezes até contestadas por mim.
Mas sua origem, seu útero, sua frase inicial ou idéia, esta é inspiração.
E deixo a pergunta para leitores e poetas:
O que seria do gozo, se não houvesse o tesão e os fetiches?

Marcelo Poeta

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O Leitor

Tenho o poder
De conseguir tudo o que eu quiser
Mas temo ser eu mesmo
E ficar sem palavras em frente à uma bela mulher
Sou um romântico socialista
Sou um ator que não é artista
Relato meu coração / não sou sábio
Devoro pilhas de livros
Mas prefiro ler seus lábios
E sonho com seus beijos
Vou surfando em um mar de desejos
Por que o mar? Sei lá...
Por ser belo como o seu olhar...
Que penetra em meus olhos pretos
Tomando conta do meu pensamento
Me transformando em teu poeta
E um estranho admirador
Quem dera eu fosse um profeta
Para prever o nosso amor.

Marcelo Poeta

Especial para você

Quero um amor pra vida toda
que curta um som legal
que goste de um porre barato
uma mistura de dow e alto astral
uma pessoa muito louca, psicodélica e mpb
admiradora da minha poesia
e que meus lábios se proponha a ler
alguém que rompa com os Doors
que ouça Elis,o Ney e o Chico
alguém que curta os Mutantes
alguém que pire comigo
você existe garota
na minha ilusão mais secreta
nos desenhos de um louco
e nas palavras de um poeta

Marcelo Poeta

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O Anjo

Talvez o sujeito que mais sofre, no mundo inteiro, seja o Anjo. Enquanto todos aprontam e se arriscam,o Anjo está sempre de olho,esperando o momento em que sua ajuda será solicitada. O Anjo não pode ver uma guerra q intervém pela paz. Ele não curte discórdia,nem corações partidos. Ele é amigo dos animais,dos feios e da gordinhas.
O Anjo já foi aquele teu irmãozão. Ele lavava e dobrava tuas roupas,fazia teu almoço e ainda lavava a louça. Varria teu chão e limpava teu banheiro. Ainda assim,volta e meia tu mijavas no chão.
O Anjo pode ter sido o teu melhor amigo. Te deu força,estava do teu lado quando todos te deram as costas. Te defendeu,mesmo quando todas as evidências te incriminavam. Ainda assim,tu achavas o Anjo muito careta e procurou outra turma.
O Anjo, de repente pintou na tua vida como um grande amor. Ele curou a ferida deixada por um egoísta. Te pôs no colo e te beijou. Acariciou tuas costas e te beijou. Te escreveu poemas e te amou. O Anjo movia montanhas por ti. E mesmo assim,ou por saber que se tratava de um anjo,tu deixaste ele de lado,e cometeste o mesmo pecado que todos cometem com o Anjo,a indiferença...
Ora!!! O Anjo cansa. E o Anjo vai embora. E o irmão se vê no meio da maior bagunça e sente a falta do Anjo. E o amigo,se vê sozinho novamente e sente a falta do anjo. E a menina,a menina chora. Chora e corre atrás do Anjo pedindo perdão. Porém, quando um anjo se vai,ele simplesmente desaparece,ele muda de endereço e desliga o celular. Ninguém consegue achar o Anjo. Nem no MSN.
O Anjo é o cara que mais sofre nesse mundo.Por que ele se doa por inteiro à todos que ama. Sem pedir nada em troca. Mas o Anjo cansa de não ser afagado e se vai. Daí... nem no MSN.

Marcelo Poeta

O surfista e o Poeta

Não muito longe daqui moravam um Surfista e um Poeta. Duas personalidades totalmente diferentes. O Surfista era um cara bem descontraído, conhecido de muita gente. Adorava o sol e belas meninas. Já o Poeta era mais “na dele”, não gostava de jogar conversa fora, afinal, as palavras valem ouro para qualquer poeta. Amava a noite e a lua. Admirava mulheres inteligentes, independente da beleza que ela estampava.
O Surfista se deliciava com as ondas, realizava manobras espetaculares. Arrancava aplausos e uáus de quem tivesse com a bunda na areia. O Poeta as descrevia com a beleza que elas mereciam. Cada ondulação, cada tubo, cada série era narrada com extrema leveza e poesia. O Surfista cuidava muito do seu corpo e de sua saúde. Apreciava frutas e tudo o que fosse natural. O Poeta passava noites em claro, vagando por bares que nem mesmo ele sabia onde ficavam. Entre um drink e outro. Entre uma frase e outra.
Os dois eram felizes. Um ao sol. Outro à lua. E quando o Surfista se cansava, flutuando ia para casa, para uma cobiçada noite de sono. Neste horário, acordava o Poeta, rumo a mais uma noitada de magia e ditongos e hiatos. Eles nunca se encontravam. Um não sabia da existência do outro.
Até ela chegar. Ela era intrigante. Como é linda, disse o Surfista. Como é inteligente, disse o Poeta. E se envolveram com ela. Simultaneamente. Ela amava os dois. Tentou escolher um. O Surfista não era tão carinhoso, tinha um olhar fascinante, e a abraçava com força, tinha uma pegada forte. O Poeta era romântico demais, mas como era doce...Resolveu ficar com os dois.
Passava os dias com o Surfista e as noites com o Poeta. Eles descobriram. E aceitaram.
Ciúmes?? Ora, eram a mesma pessoa...

Marcelo Poeta

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Tua casa

Passo a passo
Olha ao lado
É isso mesmo?
Tóc-tócBate a porta
mira os olhos
Abre-te, sente-se, perceba-se
Tu estás em casa

Marcelo Poeta

A mulher que todos querem

Ela é a mulher que todos querem
Ela sabe caminhar sem olhar para trás
Ela dança como uma nuvem doida
e desvia o olhar com a doçura de um abandono
Beija minha face
e meus lábios acomodam-se
em confortáveis bochechas macias
Dorme querido lábio
pois o sonho te guarda algo melhor
Afinal, ela é a mulher que todos querem

Marcelo Poeta

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Manto vermelho

Quem dera eu saber
Em quais noites eternas
Se despirás do manto vermelho
Para confundir-se com minhas pernas
Embriagando-me com o mel dos teus olhos
Saboreando teus lábios canibais
Pisando em nuvens
Divergindo ideais
Paixão e nada mais
Quem dera eu ter
Em algum sonho qualquer
Sua face rosada
Colada em meu rosto
Sentir teu cheiro, teu gosto
Prometendo que, haja o que houver
Me olhará sempre descrente
Embaralhando a minha mente
E ouvirás docemente
Os poemas que eu te fizer

Marcelo Poeta

Lábios e copos

Tua boca de infinita grandeza
Trazem à tona poemas e resenhas
Lábios que beijam o copo
Olhar mortal e penetrante
Que acelera minha pulsação
Coagula todo meu sangue
Aperta minhas veias poéticas
Esnoba meu ar superior
Despreza sutilmente aquele arcaico amor
Embora o tecido leve que veste teu corpo
Desabe a cada toque meu
Ilustrando tuas linhas imaginárias
Teus contornos e traços angelicais
E diz que será lindo
Rompendo ao desconhecido
Além de amores casuais


Marcelo Poeta