segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Pele De Nuvem


PELE DE NUVEM

Felicidade
estado durável da plenitude
O equilíbrio entre o defeito e a virtude
Ausentam-se os sofrimentos... a inquietude
Felicidade
superação do desejo
em todas as suas formas
tranquilidade plena
atividade positiva
Felicidade plena
desenhada de qualquer forma
pele de nuvem viva
Felicidade
uma terceira via
criada por duas vidas, dois lados
Felicidade suprema
é amar e ser amado...

Marcelo

Futuro incerto

Geniais, quase monumentais
As noites de lua
poesia na rua
O acorde que sai normal
vida que segue a toa, na boa....

sábado, 1 de setembro de 2012

Os Gubert's de Osório

Vó Dulcy, seus filhos e netos genros e noras. 91 anos....
Saudades de te ver cozinhar, da olhada na porta do quarto
pra ver se estava tudo bem antes de ir se deitar....
Conta a lenda que houve uma disputa entre os pais da Dulcy e do Ruy pelo cartório de Maquiné ou barra do Ouro, não chequei ao certo.
O pai do vô Ruy o perdera para o pai da vó, pois esse tinha uma vida meio conturbada. Sumia por dias, voltava com argila arrancada do morro para fazer tintas. Trancava-se por outros dias em um quarto a confeccionar tal alquimista suas cores. Coisa de doido? Artista eu diria.
Mas enfim, Dulcy tem um romance com o filho do concorrente do seu pai. Ele então a leva embora pra Rolante. Ruy vai em sua busca. O pai de Dulcy lhe entrega a garota, mil contos de réis e um pouco de louça. Os dois retornam a Maquiné, iniciam sua vida de casados e em 1961 mudam-se para Osório. História de filme. Mas é o início da história dos Gubert's de Osório. 

terça-feira, 24 de julho de 2012

Campanha eleitoral


Chegou a hora dos candidatos e partidos proporem suas soluções para os problemas da cidade.
É isso mesmo que acontece?
O que vejo são panfletos poluindo as ruas e dormindo no vidro do meu carro, carros de som com músicas bagaceiras parodiadas com muito mal gosto a toda a altura pelas ruas, não respeitando escolas e hospitais, candidatos pedindo apoio por amizade, troca de favores enfim, uma porção de nada elevada ao quadrado.
Então amigos, estou a procura de um candidato a vereador visite as corporações e associações, que converse com o eleitor na rua ao invés de lançar folders por aí, que proponha a redução de metade do salário dos vereadores ou ampliação para 40h de trabalho exclusivo na Câmara e que se proponha a realizar plenárias para junto ao seu eleitor decidir sobre o que será votado nas sessões;

Grato pela atenção.  

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Pirata Heitor

O pirata Heitor vinha se comunicando com a galerinha do 2° ano desde abril. Após encontrarem o baú das palavras e terem noções de escrita, separação sílabas e localização geográfica, estava mais que na hora de receber essa visita.Parabéns para as Profs Florentina e Paola.
Abraço pra todos!!!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Os donos da rua



O trânsito em Osório anda caótico. Dizem que em todo lugar está assim porém, ao andarmos por qualquer outra cidade, percebemos que nós, motoristas daqui, somos mal educados e individualistas.
Não damos sinal para dobrar. O motorista que vem atrás, os ciclistas e pedestres e o cara que está logo na frente esperando você passar para seguir que se danem. Saímos do meio fio onde estávamos estacionados a hora que dá na telha. Não interessa se vem ou não carro, bicis ou o que for. Também não sinalizamos essa manobra.
Por falar em bicicleta, é lamentável vermos pais com seus filhos na garupa andando no meio da rua ao invés de se utilizarem da ciclovia construída para dar-lhes segurança.
Fui e serei sempre a favor das sinaleiras que estão sendo providenciadas por aqui. Sinaleira dá uma organizada no transito. Mas é necessário que se aumente o tempo de sinal aberto. Pelo menos até que uns e outros percebam que, em nome da coletividade, o ideal é deixar o carro na 1° marcha e assim que o verde brilhar seguir em frente sem amarração. Precisamos de fluxo.
Carros estacionados em faixa amarela, no meio da via, atrás dos carros que estão no obliquo, “é só por um minuto”, dar balão em plena Costa Gama às 6h da tarde, entrar contra mão por que não vem carro, não parar nas placas de PARE indo em segunda até o meio da pista preferencial, sair da Getúlio Vargas e entrar reto na Evisa, enfim, cada um se permite dar uma erradinha e juntando tudo é uma sucessão de erros a cada esquina.
Claro que as obras em diversas ruas da cidade estão nos deixando sem paciência, sem pneus, sem amortecedores e sem carro limpo. É claro que precisamos desviar de 50 crianças de skate a cada quadra. Mas é claro também que não respeitamos as leis por que o outro também não respeita. É claro que não temos argumentos para sustentar nossos erros. Precisamos mudar.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A cama que não havia



Dormia no sofá sonhando deitar em uma cama. A rotina o doutrinara ao sono interrompido, várias vezes, partido em metades e terços que já não entendia mais o que era a noite.
O Sol aparecia entre os fios da cortina clara, não era hora ainda de abrir os olhos, mas quem avisaria o Sol para que acordasse mais tarde?
Ninguém....
O pão, a roupa, o café e os sonhos cortados ao meio, o jornal sempre pouco, sempre lógico, sempre longe do que se queira ler.
O caminho para o trabalho, os horários, o intervalo de atividades, a volta, a ida, a volta, a ida, a vida dividida entre coisas e mais coisas pra fazer.
Onde estaria o tempo livre, onde estariam as horas vagas, os jornais com notícias interessantes, o café da manhã reforçado, os beijos demorados e apaixonados...?
Creio que perdidos numa outra dimensão, onde todos possuem uma cama.

Marcelo Poeta

O Teatro Mágico DVD - Realejo

sábado, 14 de abril de 2012


domingo, 8 de abril de 2012

Destinos

Onde colocar fora?
Em qual fora colocar?
As lâmpadas que queimam
Os galhos que caem das árvores de casa
As pilhas usadas
Os livros didáticos de Eras passadas
O computador que já foi pro lado de lá
O ferro antigo, a panela, a cadeira de praia
O cd regravável que não roda mais
A polícia, e a política corrupta
A grama cortada, varrida e ensacada
A crítica abrupta, o obrigado sem ganhar “de nada”
Onde jogar fora o óleo
O celular velho e a bateria
O guarda chuva sem lona
O pesadelo, a barriga e o sofá
Onde jogar fora
Conceitos antigos
E as dores no joelho que teimam em me amar
Onde jogar fora o lixo
Meu lixo e o de cada endereço
O ventilador, o “eu não mereço”
A dor e a cor do céu tão cinza
A chuva que empoça e não evapora
Onde jogar fora os dias sem meu amor?

Marcelo Poeta

sábado, 7 de abril de 2012

Páscoa no Cônego Pedro




Por essa ninguém esperava. Aproveitando-se das férias prolongadas do Coelho da Páscoa, o guloso Lobo Mau decide dominar a fábrica de chocolates e ficar o ano todo sem precisar gastar na Cacau Show. O que ele não esperava é que o Coelhinho do ano passado voltaria e, aliado a Chapeuzinho Vermelho bolariam um plano para salvar a Páscoa da Escola Cônego Pedro Jacobs.
Uma boa Páscoa para todos!!!!!
* Participaram da peça a Diretora Patricia, os professores Claudete e Marcelo e Paola como Chapeuzinho Vermelho.
* Texto: Marcelo, Claudete e Patricia;
* Cenário: Marcelo e Patricia;
* Produção audio visual: Ariele

terça-feira, 27 de março de 2012

Banhos de Abril


Frente fria, outono...
Vem arrumar a casa
Para o inverno aconchegar
Bergamota, laranja, limão
Imunidade à humanidade
Creme para o corpo, para as mãos
Já é frio, já é frio...
Que venha o Abril
É com roupa o banho de mar
Pés gelados na areia
A onda é mais que meia
mas clareia meu pensar.

Marcelo Poeta

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Minha donzela

Clareia, luar na janela
Luar de meio dia
Lagoa, sobre a passarela
Minha atenção é dela, só dela...
Aos punhados de vozes
De silêncios cheios de sopros
Sem noção de muito ou pouco
Na verdade eu só queria me curar
Das feridas ontem nascidas
Não entendo muito da vida
Nem as vezes repetidas
Que tu brigas num piscar...

...de olhos
De uma hora para outra
De donzela vira louca
E promete me deixar
De donzela vira louca
E promete me deixar

Marcelo Poeta

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Obrigado


Obrigado pelo dia
Pelos dias...
Pela paz que carrega nas mãos
Pela companhia na beira de praia
Pelas caminhadas em busca do bem estar
Ou em busca de estar com o bem
Obrigado pela água gelada
Nas horas de boca seca
Por dividir chocolate
Por esperar nos dias de atraso
E por atrasar tua raiva
Transformando em conversa
O que seria uma briga
Obrigado por estar
Por ficar
Por morar aqui, no meu coração
Nos meus minutos
Nos meus sonhos
Nos meus desejos
No meu beijo
Nos meus olhos
E na minha vontade
De que amanhã ainda me ame.

Marcelo Poeta

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Projeto Sala Verde Vai a Praia

Convite

As secretarias municipais de Meio Ambiente e Gestão Urbana e de Educação, através da Biblioteca Pública Fernandes Bastos, convidam para abertura da terceira edição do projeto Sala Verde Vai à Praia, no balneário de Atlântida Sul
DIA: 04/01/2012
HORÁRIO: 17 HORAS


Local: NUAC (Av. Paraguassú, 576- Atlântida Sul – Osório/RS)




O Projeto Sala Verde Vai a Praia tem como objetivo promover a educação ambiental durante o veraneio por meio de ações lúdicas como exposições, contações de história, jogos, sessão de filmes e sala de leiturae empréstimo de livros. As atividades ocorrem de 4 de janeiro a 17 de fevereiro, de quartas as sextas-feiras das 16h às 20h.

Mais informações na Secretaria de Meio Ambiente ou na biblioteca pelos telefones 3663 1947 ou 3663 7440. Confira abaixo a programação do projeto da Sala Verde:



PROGRAMAÇÃO
Coletores de resíduos:
Traga o óleo vegetal usado em garrafas PET para depositar nas bombonas.

Permanente: Sala de Leitura, Exposições das ações de educação ambiental e conservação da natureza, empréstimo de livros

Quartas-feiras 16h – Oficinas

11/01: Reciclagem: Confecção de Sacola Ecológica
25/01: Confecção de Sementeira de garrafa Pet & Plantas Medicinais: Da Planta Ao Medicamento
08/02: Artesanato: Confecção de Sabonetes
15/02: Reciclagem: Confecção de Sabão Líquido à base de óleo vegetal usado

Quartas-feiras 19h – Sessão de vídeo
04/01: Fulaninho, o cão que ninguém queria (público infantil)
11/01: O gato como ele é (público infanto-juvenil)
18/01: Perigo no caminho das tartarugas (público infantil)
25/01: Criando um amigo (público infanto-juvenil)
01/02: Sid Sementinha (público infantil)
08/02: O gato como ele é (público infanto-juvenil)
15/02: Fulaninho, o cão que ninguém queria (público infantil)

Quintas-feiras 18h – Sessão de vídeo

05/01: Vegana (público infantil)
12/01: Rio (público em geral)
19/01: Fulaninho, o cão que ninguém queria (público infantil)
26/01: A história das coisas (público em geral)
02/02: Rio (público em geral)
09/02: Perigo no caminho das tartarugas (público infantil)
16/02: A história das coisas (público em geral)

Sextas-feiras 17h - Contação de histórias
Títulos variados de temática ambiental(público infantil)
Sextas-feiras 18h – Atividades lúdicas (jogos, pinturas, brincadeiras)


Exposição:



04/01 a 17/02 (de quartas a sextas): Ambiente costeiro e marinho - CECLIMAR


Feira de Sustentabilidade Ambiental:

Sábado - 21 de janeiro

Horário: 10h às 21h

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Retroperspectiva



Verão com a família
Drinks e gargalhadas
Atlântida Sul
Surf, guarda-sol
Pé na areia
Aniversário em Garopaba
Poesia ganhando ruas e páginas
Poetas novos surgindo
Troca de idéias
Amor que saiu da infância
E veio morar no presente
Mudanças de rumo
Trabalho em escola
Teatro, poesia, aulas, recreios...
Amigos novos
Armadilhas velhas
Caminhos, são só caminhos
Objetivos, esses sim, os tenho
Quero mais tempo, mais trabalho
Mais crianças, mais salários
Me contento se esquecer das horas
Deito no colo do meu bem
Sorvendo o amor
Para o ano que vem.

Marcelo Poeta

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Natal





Ela me liga. Solicita que eu vá até sua casa. A única exigência era de que eu fosse a pé. Não imaginava o que seria. Calcei meus chinelos e minha roupa surrada e fui ao seu encontro. No caminho, várias possibilidades brotavam em minha mente. O que poderia estar por trás daquele pedido. Levava em mãos uma guirlanda que havia feito na escola. Tratava-se de um arame revestido de uns papéis coloridos e barba de pau. Era o que podia lhe dar. O relógio marcava 16h de um 24 de Dezembro. O ano? Talvez 1993 ou 94...
Entrei no seu pátio e logo a porta da garagem foi aberta. Entrei. Lá estava ela, a bicicleta que me dava, e eu, de boca aberta e olhos arregalados, não acreditando naquilo tudo que estava vivendo.
Minha Dinda, emocionada, ainda queria saber se eu tinha gostado.
Até hoje eu não sei. Não sei se gostei mais do presente ou de sentir aquele carinho imenso.
Só sei que esse carinho, esse carinho é o Natal.

Marcelo Poeta

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O clichê da onda

O primeiro dia, do resto de minha vida. Clichê pra caramba né?? Nem tanto.
Hoje tive um dia bem complicado. Mas nada muito diferente do teu.
Temos que acordar e tomar um banho, fazer café pra todos, colocar a mesa, tirar a mesa, colocar o lixo na rua, levar todos as seu trabalhos e, enfim, começar o nosso serviço;
Meu serviço não é nada complicado. Não é preciso força física, nem lidar com papelada. Meu serviço é educar. É planejar todas as noites uma ou duas palestras na tentativa de orientar um ou dois seres humanos para a lida com as coisas da vida. Por vezes atingimos mais crianças. Em outros, nos sentimos inúteis. Mas mesmo a inutilidade das nossas ações nos dão o acalento do tentar.
Mas não era disso que se tratava o texto. Esse pequeno relato é sobre o mar, a praia e minha vida.
Não lembro bem, mas creio que com uns 9 anos, apesar de já ter freqüentado bastante antes, eu pude interagir com a magia litorânea. Era uma tarde de fevereiro e eu via 3 amigas serem levadas pelo mar. Nós, ali na beira, fitando os salva-vidas realizarem o resgate, orávamos e começávamos a fazer parte daquele todo. Além daquela reza, muitos amores ocorreram ali. Muito tragos, muitos choros, muita pescaria e muitas ondas foram servidas à mim pelo Oceano. Muito do que eu sei hoje, devo ao mar. Muito do que eu não sei também. Sou dos que aguardam a garrafa com a mensagem.
Mas hoje, depois do início de funções, trabalho e volta pra casa no mesmo roteiro, me desloquei à minha Atlântida Sul para um surf. Contei meses sem surfar. A idade e o frio são potenciais inimigos. Mas a saudade era grande. Aquele Elo firmado em 1996, de que éramos um só, de que a onda oferecida me responsabilizaria pelo respeito e dedicação ao que há de bem, aquela sintonia tocou fundo em mim hoje. Não importaria cansaço, temperatura, corrente ou formação que me afastasse do compromisso.
E foi o primeiro dia, do resto da minha vida.

Marcelo Poeta

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Carta para Devlin *

Querida Devlin


Como seus questionamentos são muitos, resolvi abrir uma exceção e encaminho estes esclarecimentos.
Sim Devlin, você eras uma das meninas mais bonitas da escola. Os garotos reparavam em você, inclusive os mais velhos. Você não era tão linda assim. Tinha uma alma mais leve, sorria, conversava sem pretensões e segundas intenções. Lembra?
Acontece Devlin que, com o passar dos anos, você foi criando competitividade em relações que precisavam de cooperação e compreensão. Você foi se angustiando com a felicidade de tuas amigas e com o descobrir de cada uma. Lembre-se Devlin, tem poder aquele em que todos confiam. Tuas amigas confiam em ti? Ou te escondem tudo?
É..., as coisas não andam boas. A infelicidade transborda dos teus olhos Devlin. Aquela coisa de beleza interior existe. Sendo bons, ficamos mais belos. Sendo ruins e invejosos, bom, seu espelho lhe reflete todos os dias.
Há alguma salvação? Nessas alturas dependerás da compreensão de muita gente. E nenhuma delas te conhece mais.
Espero ter te ajudado, aproveitando que ninguém o fez;


Vida.



* Texto de Marcelo Poeta.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Nosso acervo