terça-feira, 28 de setembro de 2010

Paineira Gubert



Quase cem anos ao pé do mundo
Andam e afundam as raízes
ervas que se abraçam ao tronco
flores que nasceram e morreram
ao tempo curto e longo
Cobria-me ao sol do verão
espinhos que beijaram minha mão
minha pequena mão de criança
Foste meu esconderijo
Por que será que não consigo
olhar pra ti todos os dias?
Te compor melodias
que contem tu história?
tão minha história
prosas de outras memórias
que à minha mente não pertencem.

Marcelo Poeta

Um comentário:

luizsimbolista disse...

Plenamente saudosista e lírico, expressivas e singelas tuas imagens de memória no verso. Parabéns pelo espaço,

Um cordial abraço.