quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Lembranças de um sorvete


Sentado ao balcão
Há tempos que o sol não beijara sua mão
não era verão, ainda não
O vidro que servia de tela
para a rua, para a lua
para um mundo que só seus olhos podiam ver
só sua mente podia criar
Via sua infância derreter como o sorvete
que, por ser inverno, derretia lento
Teria nome aquele sentimento?
Lembrava dos dias de paz, de passeios
Do talento de se fazer recreio
no calcular de pulos e movimentos
Fazia dos sonhos seus malabares
Agora ali, na vitrine, atraindo olhares
E quem passava não via um homem...
não via seus trajes do dia a dia
Olhavam um garoto perdido no tempo
Fazendo o sorvete virar poesia.
Marcelo Poeta

2 comentários:

Bruno Ramos disse...

Lembrava neste momento, no tempo que ir a Sorveteria era Programa de Família. Gerava aquela expectativa.

Giulia disse...

Encantada.